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Impacto
- Foram construídas e equipadas 53 Unidades de Saúde Comunitária e 3 Casas das Mães.
- Foram reabilitados e equipados 11 Centros de Saúde.
- Em 2005, nas Unidades de Saúde Comunitária, foram:
» Realizadas 2.046 consultas pré-natais
» Assistidos 646 partos
» Realizadas 11.866 consultas a crianças com menos de 11 anos
» Realizadas 10.017 consultas a adultos
- Foram vacinadas nos últimos 5 anos, 13.927 crianças com menos de 1 ano.
- Foram realizadas, nos últimos 5 anos, nos Centros de Saúde 29.159 consultas pré-natais e 3.829 partos assistidos.
- Em 2005 foram assistidas 2.108 crianças malnutridas com alimentação e apoio médico.
- Foram evacuadas 275 pessoas para hospitais de referência.
- Durante o ano de 2005, 6.422 mulheres grávidas realizaram o teste voluntário, gratuito e confidencial de VIH/SIDA.
- 166 grávidas positivas que chegaram com a gravidez a termo tiveram acesso a terapia de interrupção da transmissão mãe para filho (TMPF).
- 466 grávidas positivas, receberam tratamento para outras Infecções Sexualmente Transmissiveis (IST).
- 492 crianças até aos 18 meses, filhas de mães positivas foram regularmente a consultas médicas e receberam alimentação alternativa por forma a evitar o aleitamento materno, cuja taxa média de infecção é 20%.
- Desenvolvimento rural, segurança alimentar e nutrição
- Foram realizadas em Moçambique desde Junho 2006 a Julho de 2008, 19 cursos nas áreas agrícolas, pecuária, gestão de recursos naturais, economia familiar e actividades geradoras de rendimento para as famílias. Estas formações, tiveram uma componente teórica, com utilização de meios áudio visuais, e assentaram na realização de aulas práticas em locais de demonstração, de acordo com a especificidade de cada área de intervenção. As técnicas e tecnologias utilizadas ao longo destes cursos foram adaptadas à realidade local de forma a comunidade puder usá-las adequadamente no seu dia a dia.
- No Centro de Desenvolvimento Comunitário de Djabula (Moçambique) foram criadas oficinas de produção de papel reciclado e de fibras vegetais, de tingimento natural de tecidos e de produção de chá malakate.
- No Centro de Desenvolvimento Comunitário de Djabula (Moçambique) foram mantidos nos últimos 5 anos campos de demonstração e ensaios agrícolas contínuos, com várias culturas e variedades. Esses campos acessíveis a toda a comunidade são monitorizados por técnicos agrícolas e são só servem para a administração de cursos de formação, como também de centro de experiências, em que toda a comunidade pode participar nas diversas etapas da produção e verificar os resultados obtidos.
- Foram introduzidas novas culturas como a batata-doce em zonas extremamente carenciadas e que atravessaram graves períodos de fome. A introdução da batata-doce incluíu na dieta das famílias a vitamina A, essencial para o crescimento e formação dos ossos sobretudo nas crianças.
- Foram realizadas 3 feiras de sementes na principal zona de intervenção do VIDA em Moçambique. Através da aquisição de senhas a um preço simbólico, 10% do valor da senha, 350 famílias puderam aceder e escolher livremente sementes e utensílios agrícolas de acordo com as suas necessidades. Desde o inicio de 2008 a comunidade de Djabula organiza uma feira mensal de comércio local, inexistente até aquela data.
- A re-introdução de animais na comunidade faz com que as pessoas voltem a ter confiança no futuro e acreditem que as suas vidas pode melhorar significativamente. Com este objectivo foram formados dois grupos de fomento pecuário constituídos por 14 famílias a quem foi entregue gado bovino que deve ser gerido de forma autónoma e conjunta.
- Educação

- Desde 1992 o VIDA construiu 8 escolas e 5 creches em alguns dos países mais pobres do mundo: Angola, Moçambique e Timor.
- As infra-estruturas sociais construídas foram factor determinante para o reassentamento das populações deslocadas de guerra.
- 2.122 professores beneficiaram de formação e apoio pedagógico.
- Devido a acções integradas na área da saúde, as familias estão menos tempo doentes, são mais produtivas e encontram-se englobadas num sistema de seguro comunitário que cobre os gastos com a saúde.
- A inclusão de novas culturas e mais variedades permite uma diversidade de alimentos, durante períodos de tempo consecutivos, eliminando os períodos tradicionais de fome entre colheitas. As técnicas adquiridas ao longo das formações permite ás familias aumentar a sua produção e vender os produtos agrícolas.
- O acesso a sementes em mercados locais, evita todos os custos resultantes das deslocações e do tempo necessário para chegar aos mercados das vilas ou cidades mais próximas. O valor desses custos é utilizado para comprar localmente mais e variadas sementes.
- Foi impulsionada a criação de micro-empresas geridas pelas famílias. A venda dos artigos produzidos permite ás familias serem auto-suficientes e assegura a sua subsistência alimentar.
- A construção das Unidades de Saúde num máximo de 5 Km das comunidades permitiu o acesso a serviços ou pessoal de saúde de forma rápida, permitindo ás mães não só deslocarem-se á pesagem das crianças como, também no mesmo dia, poderem realizar todas as outras tarefas diárias imprescindíveis: recolha de água, cozinhar e trabalhar no campo.
- O acesso a poços de água melhorados e mais próximos das habitações das familias permite ás pessoas (maioritariamente mulheres e crianças) dispenderem menos tempo no percurso para a recolha da água, e assim puderem concentrar as suas energias para outras actividades. As mulheres ficam com mais tempo para as actividades produtivas e as crianças para irem á escola.
- Benefícios para as mulheres
- Acções particularmente direccionadas para mulheres permitem a estas, partilharem dificuldades semelhantes, impulsionar a procura de soluções conjuntas e direccionadas para as prioridades identificadas por elas. Deste modo, a confiança gerada entre as mulheres cria motivação para a tomada de decisões e eventuais mudanças nas suas vidas.
- Benefícios Sociais

- A promoção de actividades associativas permite ás famílias partilharem preocupações, dificuldades e soluções para problemas semelhantes.
- Foi criada em Moçambique com apoio da VIDA, no dia 1 de Dezembro de 2007 a Associação Pfukani Djabula, conta actualmente com 52 membros sendo na sua maioria mulheres. Dentro da Associação trabalham 4 grupos de produção, um de papel reciclado, um de tingimento natural de tecidos, um da agricultura e um grupo responsável pala padaria. Todos os grupos se encontram na fase inicial de comercialização quer local como regional, e contam com o apoio da VIDA para consolidar e fortalecer a capacitação nas áreas de gestão de negócio e comércio.

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