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1. Projectos para o desenvolvimento
Através do reforço da participação da população, nos diversos níveis de decisão, da presença contínua e de longo prazo, da criação de Projectos integrados, da participação comunitária, da implementação de tecnologias adaptadas e sustentáveis e do trabalho em parceria com pessoal local, satisfazemos as necessidades imediatas das populações.
O mais importante da vida é a saúde. Nos países em que o VIDA trabalha os serviços de saúde são precários sendo em muitas das zonas de acção inexistentes.
Nestes países, a maioria das pessoas demora grande parte do dia a andar para poderem aceder a uma instalação ou pessoal técnico de saúde.
As doenças mais comuns, fácilmente tratadas quando existem serviços de saúde, são também as que continuam a matar 60 a 70% da população nos locais onde esses serviços são inexistentes.
A falta de pessoal técnico é na maioria dos locais o maior problema a enfrentar, por outro lado a carência em medicamentos completa o cenário de ineficiência dos serviços de saúde prestado pelos Estados da maioria das regiões rurais e isoladas dos países Africanos.
As condições de vida existentes nas áreas onde o VIDA trabalha, são na sua maioria, altamente dependente do ecossistema, especialmente da prática agrícola e pecuária. São regiões rurais, isoladas de centros urbanos, sem acesso a mercados, ou informação. As vias de acesso não permitem a utilização de veiculos ligeiros, sendo dificil em alguns casos o acesso a qualquer tipo de veículo.
A economia familiar assenta numa agricultura de subsistência que geralmente não é suficiente para assegurar as necessidades alimentares da família, e a venda de produtos originários dos ecossitemas envolventes, como o carvão, a pesca artesanal, a bebida tradicional originária de plantas nativas, caça e mel.
A agricultura praticada é baseada em técnicas tradicionais transmitidas entre gerações, valiosas para a gestão sustentável dos recursos naturais, mas pouco eficazes para a segurança alimentar das famílias. Os desafios impostos pelas alterações climáticas, novas pestes e doenças, a ausência de água por períodos prolongados e a desertificação são processos que, de ano para ano, influenciam a produção e, por isso necessitam para assegurar a sobrevivência das famílias um trabalho conjunto entre a investigação e o camponês. A escassez ou inexistência de comunicação entre os serviços de extensão rural e os camponeses, contribui para que o conhecimento existente seja sub-aproveitado, originando uma produtividade baixa contínua baixa, que emparte também se deve à falta de adequação e adopção de tecnologias acessíveis, simples e adequadas à realidade de cada uma das regiões.
Apesar do esforço dos Estados para assegurar professores nas escolas primárias das zonas rurais, isoladas e distantes dos centros urbanos, as dificuldades para leccionar continuam bem presentes. As infra-estruturas escolares existentes, com condições mínimas para uma boa aprendizagem, não atingem os mínimos exigíveis para que se verifique uma real e eficaz melhoria do acesso das populações à educação. A juntar à falta de instalações, o material escolar básico, para poderem desenvolver as suas capacidades, é outra das necessidades urgentes, para que as crianças possam aprender a escrever, escrevendo e a ler, lendo.
- Habitação

A habitação é uma necessidade básica na vida de cada ser humano. A pobreza extrema em que vivem muitas das famílias onde a VIDA trabalha, não lhes permite aceder a uma casa por mais simples que ela seja - com um chão, quatro paredes e um telhado - um local onde as famílias possam manter a sua privacidade, estar a salvo dos animais e dos incontroláveis factores climatéricos.
É sobretudo nos períodos de seca que o acesso à água se torna inexistente. Não existem rios, lagoas ou locais de acumulação de água e as mulheres e as crianças, que têm a seu cargo esta árdua tarefa, são obrigadas a deslocar-se vários quilómetros, para encontrar um local de recolha de água. Em muitos dos casos esse local é apenas um distante e precário buraco escavado no solo, que lhes permite o acesso a este bem precioso. A água recolhida, não é, na generalidade, potável e não são utilizados quaisquer meios que evitem as doenças provenientes desta água imprópria para consumo. Os serviços do Estado são inexistentes e as famílias não têm capacidade económica nem instrumentos que lhes permitam melhorar ou criar sistemas tradicionais de recolha água pluvial nas suas habitações.

2. Educação para o desenvolvimento
No mês de Abril de 2008 foi aprovado pelo IPAD (Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento) um projecto da VIDA de Educação para o Desenvolvimento. O objectivo deste projecto é a criação de uma rede virtual interactiva de informação, advocaia, lobbying e cidadania activa para o Desenvolvimento Sustentável no quadro dos Objectivos do Milénio. Durante este ano, a rede vai ficar online e vamos todos poder interagir, escolas, quer de Portugal como de todos os países de Língua Portuguesa, jovens e adultos que queiram participar e partilhar ideias sobre o caminho que todos devemos seguir para um desenvolvimento sustentável, participado e activo.
A VIDA para além deste projecto específico, promove acções de Educação para o Desenvolvimento em Portugal, através da divulgação do trabalho que desenvolve diariamente com as famílias mais pobres dos países em vias de desenvolvimento.
Participa em eventos de sensibilização e informação sobre temas relacionados com o desenvolvimento, seminários e colóquios organizados por escolas, instituições e faculdades.
Entre 2005 e 2006 o VIDA viajou pelo país com a exposição “África com VIDA”.
Para conhecer os locais onde passou a exposição veja o blog http://www.africacomvida.blogspot.com

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