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Djufunco
Passada a floresta, atravessado o deserto, avista-se, além do labirinto das barreiras das bolanhas, a tabanca de Djufunco, uma de 54 aldeias em que o VIDA trabalha no norte da Guiné-Bissau.
As casas de adobe agrupadas debaixo das enormes árvores desenham intricados caminhos onde secam redes de pesca, peles de antílopes e roupas rasgadas de criança.
No chão aqui e além vê-se dên-dên a secar e no ar ressoa o chiar da roldana do poço e o bater do pilão.
Djufunco aparece já referenciada nos primeiros relatos dos Franciscanos na Guiné sendo famosa pelo seu conhecimento de venenos.
No terreiro onde está o bombolon o povo construiu com o VIDA a sua Unidade de Saúde Comunitária: uma farmácia, uma sala de consulta e uma sala de parto.
A velha parteira tradicional veio buscar a sua mala para ir fazer um parto na “maternidade sagrada” da aldeia, lugar tabu para homens e sítio da glória de todas as mães da aldeia.
O grande curandeiro aceitou que os meninos já não tenham terra colocada no umbigo e que quem tem dores vá buscar “mezinho” à Unidade.
São tempos novos e os barcos já não têm de fazer mais uma viagem ao fim do dia para ir procurar pelo mar o Hospital do outro lado da fronteira, no Senegal, onde há guerrilha.
Em 2005 as 54 Unidades de Saúde Comunitária feitas pelo VIDA com outras tantas aldeias isoladas do norte da Guiné-Bissau, assistiram mais de 10.000 adultos e 11.866 crianças.
Estes são tempos novos diz o régulo de Djufunco orgulhoso diante do seu “hospital”.
| País |
Guiné-Bissau |
| Capital |
Bissau |
| Área |
36,120 km2 |
| População |
1,416,027 |
| Taxa de natalidade |
37.65 nasc./1000 pop. |
| Taxa de mortalidade |
16.53 mortes/1000 pop. |
| Taxa de mortalidade infantil |
107.17 mortes/1000 nado-vivos |
| Esperança de vida |
46 anos |
| Alfabetização |
42.4% |
| Prevalência HIV/SIDA |
10% |
| População a viver abaixo do limiar da pobreza |
N/A |

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